The Month After

Setembro 21, 2009 por Tessa

Então você, menino NERD, achou a caverna do dragão sem o dragão dentro. Encontrou uma menina NERD que não se parece com um bugbear e está solteira. Graças a influência de Sune ela se interessou por você também, vocês ficaram e agora você precisa manter esse tesouro no seu baú.

O que fazer? O que não fazer? Seguem algumas dicas.

Ponto número 1: Não adicione ela em todas as comunidades sociais da internet. Escolha uma e apenas uma. Chegar em casa depois de um encontro e ver que ele já te adicionou no MSN, Facebook, Orkut, MySpace, Flickr e é teu seguidor no Twitter é creepy. O que me leva ao…

Ponto número 2: Não Googleie o nome dela, não leia todo o arquivo daquele blog pré-adolescente dela, não veja todas as fotos de todos os perfis on-line que ela tem. Não comece a acompanhar todos os fóruns que ela freqüenta e muito menos traçe o IP dela.

Ponto número 3: Se respeitar o ponto número dois for muito difícil, ou se você já tiver feito isto antes de sair com ela propriamente dito, não seja cabaço e saia contando para ela das suas “descobertas”. Puxe assuntos que você já descobriu que ela gosta discretamente e vá mostrando interesse na vida que você já sabe que ela tem aos poucos.

Ponto número 4: Meninas NERDs raramente tem respeito por convenções sociais normais. Aquele lance de esperar no mínimo 48 horas para ligar depois de um encontro é balela, pode ligar antes. Garanto que ela vai gostar exatamente por você ter quebrado o padrão de todos os caras babacas que ela saiu até então.

Ponto número 5: Vá em frente com o ponto número quatro, mas tenha cuidado. Nada de ligar depois da meia noite (por mais que você tenha visto que ela tá on-line no MMO), nada de ligar no horário de almoço de domingo, nada de ligar todo dia 3 vezes ao dia.

Ponto número 6: Comunicação é legal e todo mundo gosta, mas existe um abismo entre “trocar idéia” e grudar melecadamente no cotidiano dela. Não saia disparando o “Oi, tudo bem?” 15 segundos depois que ela entrou no MSN. Nada de Gtalk e MSN ao mesmo tempo. Se ela estiver ocupada acredite nela e deixe-a puxar assunto quando estiver livre novamente. Fique calmo, ela gostou de você, ela vai puxar.

Ponto número 7: Quando vocês saírem juntos novamente tenha atitude. Seja explicito no seu convite (local, data e horário), tente ir buscá-la se possível, abra a porta do carro, pague o cinema (a não ser que seja contra a lei interna dela), pergunte o que ela gostaria de comer e faça o pedido dela no restaurante. Não é porque ela te destrói no Street Fighter que ela não curta ser “mulherzinha” de vez em quando.

Ponto número 8: Tá nervoso? Ótimo, tire vantagem disso. Meninas NERDs em geral acham uma graça quando o cara cagueja, tropeça, se embanana todo. Elas vêem como um sinal que o cara tá se esforçando para impressionar e que a presença dela tira ele “do centro”. Deu uma mancada? Falou besteira? Quase deu de cara no pilar? Dê risada, faça cara de “Ops” e aproveite o momento para se auto-zoar. Ela vai dar risada e é ponto para você.

Ponto número 9: Não desembeste a falar do seu personagem de Forgotten Realms de 15º nível, não discuta toda saga do clone. Ela pode adorar RPG e ser mega fã de Homem-Aranha, se você ficar falando sozinho por mais de meia hora ela vai encher o saco. Traga ela para o assunto não importa qual seja, ainda mais se vocês estiverem na companhia de outras pessoas. Ouça e comente com atenção, seja humilde e reconheça que, assim como você, ela também sabe fazer builds de WOD.

Ponto número 10: Se ela é uma menina NERD bonita existem pelo menos mais 4 caras iguais a você. Tendo ela ficado já com eles ou não você está em uma competição. O truque para sair de uma competição vencedor é acreditar em si mesmo – César Cielo entra na água SABENDO que vai bater o record mundial – não descarregue todas suas inseguranças e frustrações passadas na pobre menina. Seja atencioso, engraçado, comedido e dê um pouco de linha (como diriam os pescadores de plantão)…

…ela vai voluntariamente pular dentro do seu barco.

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Tessa

Mestres e Mestres

Setembro 7, 2009 por Tessa

Minha mestre, e minha player, Dungeon Mistress em uma participação especial no Dado-Cor-de-Rosa…enjoy

 

“ (É preciso) que os players também entendam que por mais que eles façam personagens com backgrounds irados e tenham sacadas brilhantes, o que no fim das contas prevalece é o que o mestre pré estipulou que ia acontecer…”  (Tirado do comment do Pomada no post “Bota Água no Feijão”)

Eu li isso e pensei em responder, só que o comment ficou tão grande que desisti. Mas aproveitando um certo draminha que apareceu em um dos meus grupos de jogo, decidi pedir pra minha amiga Tessa me deixar invadir a coluna dela por um instante e escrever esse post.

Esse comportamento que o Pomada mencionou é bem típico de alguns DMs, mas nem de longe é valido para todos. Acredito que, assim como existem muitos tipos de jogador (Powergamer, Rule’ s Lawyer, Actor), existem também muitos tipos de mestre.

Como nunca vi uma classificação listando quais são esses tipos, decidi fazer uma eu mesma. Olha só o que saiu:

Railroader: Esse aí que o (a) Pomada citou. O mundo que o Railroader cria é dele e dele apenas. Aqueles 4-6 personagens que não estão sob seu comando (os PCs) muitas vezes só servem para atrapalhar o desenrolar da história que ele deseja contar. Não há muita opção aqui. Os PCs vão entrar na dungeon e salvar a princesa ou vão entrar na dungeon e salvar a princesa. Players que se rebelem e tentem tirar a aventura dos “trilhos” pré-determinados podem sair frustrados ou mesmo acusados de tentar “estragar a aventura” pelos Railroaders menos habilidosos. Não é uma cena nada, nada bonita quando uma discussão como essa acontece.

A vantagem de ter um mestre Railroader está geralmente no passo que a história corre. Se os players se mantiverem nos trilhos, dificilmente a aventura passará por aqueles momentos “perdidos” onde nada acontece, ninguém sabe o que fazer e a campanha fica chata. A história é coesa, com elementos heróicos como de um filme de aventura (ainda que os PCs não tenham muito poder sobre o final deste filme).

Sandboxer: É o exato oposto do Railroader. Esse mestre não se importa se os PCs vão salvar a princesa, perseguir bandidos aleatórios ou comprar meia dúzia de cabras e montar uma fazenda. O mundo do Sandboxer está lá para ser criado, mexido e alterado ao bel prazer dos PCs. Se existe um plot geral (e as vezes nem tem) ele é bastante flexível, podendo ser resolvido de muitos jeitos diferentes. As side quests estão lá em abundância, para serem solucionadas (ou não, tanto faz) em qualquer ordem, de qualquer maneira.

A falha deste tipo de mestre é a geral falta de uma história coerente que motive os heróis a seguir em frente. Se alguém parar pra contar uma história mestrada por um Sandboxer, ela parece (e muitas vezes é mesmo) desconexa e sem sentido. Existem muitos momentos em que os PCs ficam sem saber o que fazer, o que bode levar a longas tardes (ou noites) de pura chatisse.

Boardgamer: Pra mim essa é a versão mestre do Rule’s Lawyer. Se existe um livro, se existem regras, elas estão lá para serem usadas. O conceito de House Rule para este mestre parece tão alienígena quanto modificar as regras do Banco Imobiliário ou do Jogo da Vida. Costuma adorar quadriculados, miniaturas e dezenas de suplementos. Por que proibir um feat? Não está no livro? Pode usar. O plot, para o Boardgamer é algo simples e sem grandes complexidades (dungeon crawling é um favorito). Se o herdeiro máximo do reino é morto em um encontro aleatório por azar nos dados, paciência. Rola outro personagem e toca o barco. A taxa de mortalidade nesses jogos é bem alta.

A vantagem está em os players terem um solo bem firme onde pisar quando jogam. Eles sabem a distância exata entre eles e a janela, quanto peso carregam e qual a chance de conseguirem pular. Sabem que seu feat ou magia vai funcionar exatamente como acreditam (como está escrito no livro), sem surpresas desagradáveis. A desvantagem é, bem, se eu quisesse jogar um Boardgame, estaria jogando um boardgame, não um RPG.

Zargon: (troféu Old-School para quem pegar a referência). Uma versão maligna do Boardgamer. Para ele o RPG é um jogo para ser ganhado. Ele joga ativamente contra os players e se orgulha do número de TPKs que já ocorreram em suas mãos. Dificilmente rouba (afinal isso tira todo o sabor da vitória), mas alguns são conhecidos por ligeiras “reinterpretações” das regras, sempre a seu favor.

A maioria dos players se aborrece logo nas mãos desse mestre, mas ganhar de um Zargon, pegá-lo de surpresa e vencer seu lorde maligno do inferno épico combado dá uma sensação de vitória como poucas outras coisas.

Storyteller: (Não, não o sistema). O mestre Storyteller não se importa tanto com regras. Na verdade ele não se importa NADA com regras. Elas estão lá apenas para ajudar a contar uma história, e não para ditar seus rumos. Não importa se o NPC tirou um critico no teste de absorver 42 mil dados de dano. Se ele é importante mais pra frente, ele vai sobreviver de algum jeito. O Screen é um grande aliado desse tipo de mestre.

Muitos Storytellers são também Railroaders, ou confundidos com um. A diferença está no poder que os PCs têm para mexer na história. Com o Railroader, não existe tal poder. A história vai seguir e terminar exatamente como ele planejou. Já o Storyteller não se importa de dividir o palco e a roteirização de sua história com os Players. Ele muitas vezes fica feliz de fazê-lo. Quando o PC chega com o background cheio de detalhes e ganhos, o Storyteller vê ali uma excelente oportunidade para side quests ou mesmo para apimentar o plot principal.

Infelizmente esse mestre costuma frustrar bastante os jogadores que não se importam tanto assim com historia e querem rolar dados sem grandes compromissos. Tais jogadores costumam ficar jogados no pano de fundo da campanha, a não ser por um ocasional Episódio Willie Kit – Willie Kat.

PvP: Pra que criar monstros e NPCs se o mestre tem a sua disposição vários jogadores cujos personagens podem ser uma fonte de conflito infinita? Pode jogar com um vampiro em uma crônica de lobisomem? Lógico, por que não?

O mestre PvP quer ver o circo pegar fogo, quer ver os PCs desconfiando e as vezes até mesmo batendo uns nos outros (PC, gente, não Player!). Muito comum nessas mesas são os bilhetinhos passados secretamente, as conversinhas particulares nos cantos e as horas e horas que o mestre não diz ou faz nada, apenas observando enquanto os frutos de seu árduo trabalho de fomentar intrigas são colhidos na forma de drama e intermináveis discussões.

Caro mestre PvP, não reclame no dia que sua campanha explodir em um banho de sangue, drama e gloria.

 Evil Bastard: Às vezes é apenas um subtipo, mas vale a pena ser mencionado. Independente de como ocorra sua campanha, o Evil Bastard é um sádico maligno sem coração. Os PCs estão em suas mãos não para se tornarem heróis, mas para sofrerem. O vilão vai matar sua namorada, sua mãe, sua irmã e seu cachorro. Seu melhor amigo de infância será um porco traidor da Wyrm. Você irá falhar em sua missão e será publicamente humilhado por tal feito. Esqueça itens mágicos, tesouros, XP ou gloria. Na mesa de um Evil Bastard, os PCs têm que pastar muito além do que seus personagens podem aguentar para conseguir qualquer uma dessas coisas. O mundo deste mestre não é justo ou bonito.

Mas pra todo sádico existe um masoquista. Fazer o quê? Tem player que gosta…

Robin: Não estou falando do sidekick do Batman. Estou falando de alguém que leu e/ou segue as regras do (olha o merchã gratuito) “Robin’s Laws of Good Gamemastering”, da Steven Jackson Games (o mesmo de GURPS e Munchkin, por incrível que pareça). A premissa desse livro, resumidamente, é a seguinte: Todos os jogadores que vieram à sua mesa estão lá por algum motivo. Alguns querem contar histórias, outros querem rolar dados, outros querem bater em alguma coisa e outros estão lá apenas para se divertir com amigos. Cada um busca algo quando decide se submeter à uma mesa de RPG, e tudo o que o Robin precisa fazer é dar isso a eles.

Um jogador quer matar inimigos? O Robin se certifica de ter combates em todas as aventuras. Outro quer roleplay? Robin irá dar um jeito de colocar na historia todos aqueles NPCs detalhadíssimos do seu background. Quer um personagem estranho daquele suplemento bizarro que ninguém lê? Robin permite. Robin pica, fatia, tritura, faz café e troca fralda!

Parece bom, mas tem dois grandes problemas. O primeiro é que, na tentativa de agradar a gregos e troianos, a história do Robin fica parecendo uma grande bagunça que acaba não agradando ninguém. O segundo é que, mesmo se conseguir agradar a todos seus jogadores, a diversão do próprio Robin fica em segundo plano, e ele pode perder o tesão por sua própria campanha.

 

Bem, esses são os perfis gerais das figurinhas com quem já tive o prazer (ás vezes nem tanto) de jogar. Não acredito que ela esteja completa, afinal ela é fruto apenas da minha experiência pessoal. Se vocês conhecem mais alguma raça desse estranho mundo detrás do screen que eu não tenha mencionado, por favor, avise.

Que tipo de Mestre sou eu? Melhor você perguntar isso para meus players…

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Dungeon Mistress

Fatos da Vida de Uma Menina Nerd

Agosto 31, 2009 por Tessa

Seu grupo de amigos vai ser constituído por no mínimo 90% de homens e eles vão arrotar na sua frente, afinal você é um dos caras.

Não importa o quanto você se produza e o tamanho do seu decote seus amigos sempre vão olhar para a garçonete.

Mesmo sendo um dos caras você JAMAIS vai ser convidada para a noite de pôquer. Não insista!

“Fofo” é um adjetivo que SÓ você acha que é bom.

Não dá para encostar-se ao ombro do seu ficante/ namorado no cinema, a lente de astigmatismo vira e você não vê nada.

Rosa Sakura não é uma cor que sua manicure entenda.

A nova namorada do carinha que você está afim não leu A Insustentável Leveza do Ser, não fechou Final Fantasy 9, não tem nem idéia de quem seja Gorfindel e vai parecer uma Barbie pré-adolescente.

Beijo de cabeça para baixo na chuva só dá certo no filme do Homem-Aranha.

Sua amiga que não é Nerd nunca vai entender por que você beijou aquele cara Nerd, nem adianta tentar convencê-la.

Franja branca só fica boa na Vampira, nem tente.

Pare de mostrar os calos na sua mão como prova, os meninos NUNCA vão admitir que você é melhor no Street Fighter do que eles.

Por mais compreensiva que ela seja, sua mãe não vai achar uma boa idéia você sair por ai usando meia arrastão e um crucifixo invertido.

Tomar banho assim que chega na estalagem É super essencial, só o resto do seu grupo de aventureiros que não entende isso.

Você terá mais um bilhão de coisas para adicionar a esta lista, faça-o.

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Tessa

Terapia Geladinha

Agosto 24, 2009 por Tessa

Esse não é um post Nerd, não é um post de menina-Nerd, é um post de menina e é sobre sorvete. Sim, sorvete essa maravilha gelada inventada na Itália (ou na Turquia, as teorias divergem).

Sobet (massa / base de água), Gelato (massa / base de leite), Picolé (sorbet no palito), Vaca-Preta (com Coca-Cola), Banana Plit (com bananas do lado), Sundae (com xaropes, chantily e castanhas) e em qualquer outra forma que você puder imaginar (até frito e como tempurá), sorvete é uma terapia.

Tudo fica melhor com sorvete: brownie, torta, bolacha, filme na televisão, tarde com os amigos, conversa jogada fora até Videogame e RPG (apesar do risco de melar controles e livros ser grande).

Uma simples colherada ou mordida faz seus problemas congelarem. Tá até em filme, tudo que é mocinha que é largada na comédia romântica acaba com um pote de Sorvete e uma colher na mão, de preferência Hagen-Das.

Todo grupo de meninas que eu conheço tem uma lei: deu merda, bora tomar sorvete. Milkshake de Ovomaltine  acaba com a raiva daquele cachorro do seu ex-namorado, pote de Hagen-Das de Macadâmica faz seu chefe babaca parecer uma espinha irritante, passeio na Sottozero acalma até noiva em véspera de casamento.

Outro dia, por exemplo, estava eu louca indo ao banco, correio, correndo com planilhas, pagamentos e eteceteras para meu trabalho. Parei na padaria e comprei um Fruttare de Uva. Pronto! A tarde tava ensolarada, o cachorro da madame era mó bonzinho, saltitei pela rua e falei ‘olá’ para a vendedora de Yakult que dividia a calçada vagarosamente comigo.

100 conto de psiquiatra que nada. Toma um sorvete que passa!

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Tessa

Bota Água no Feijão

Agosto 17, 2009 por Tessa

As teorias divergem, há quem diga que 5 players + mestre é o número cabalístico da mesa de RPG, uns mais conservadores diriam 3 ou 4. Alguns acham que depende do sistema, D&D suporta grupos maiores já WOD tem que limitar. Matilha de 6 lobisomens ainda vai, para Wraith 2 é superpopulação.

Defendendo uma teoria ou outra é certo que todo RPGista que se preze já esteve na situação de ter o amigo do primo do mestre querendo entrar na mesa que já estava lotada. Ou pior, alguém começou a namorar e toca enfiar o(a) fulano(a) no grupo.

Todo mestre já teve que passar pela difícil situação da triagem de amigos, já teve que ficar na maior sinuca de bico porque os players não falam de outra coisa nas horas vagas e todo mundo quer entrar na campanha, já pensou “bem tenho que lidar com 4 alter-egos, mais um não vai fazer diferença”, já adicionou 10 neguinho na mesma mesa  e já se fudeu.

Em tese mesa de RPG é que nem panela de feijão, bota mais água que o convidado tá chegando de ultima hora. Na realidade quem tem uma mesa de 15 lugares??? Neguinho andando de um lado pro outro no saguão do prédio; 5 membros na sala em uma cena, 3 no quarto em outra e 2 na cozinha preparando lanche é Live!!

Só de nome de familiares, mestres, contatos, aliados e todos os outros antecedentes já dá para criar um “Que nome darei ao meu bebê” de dar inveja a revista Crescer. Imagina então se não aplicarem o Fenômeno Willie Kit – Willie Kat!!! É perder a amizade na certa.

O número cabalístico, claro, depende muito da idade e da personalidade do mestre e dos jogadores. Lobisomem com 15 adolescentes de 17 anos não dá certo, D&D com 10 jovens de 24 anos dá.

Pessoalmente eu me encontro na sinuca de bico. A mesa tava com 4, aceitamos mais um e agora são 2 pleiteando entrada em Arcádia. No final a síndrome de coração de mãe vai falar mais alto e a canequinha de água colocada para funcionar.

Só espero que dê caldo e eu não termine com uma sopa de feijão.

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Tessa

Fenômeno Willie Kit – Willie Kat

Agosto 12, 2009 por Tessa

Não se sabe bem ainda por que alguém se submete ao que chamamos de mesa de RPG. Existem aqueles que o fazem por cártase, aqueles que desejam ser outra pessoa em outro mundo, aqueles tiram prazer em dominar sistemas, aqueles que gostam do ‘faz-de-conta’ e simplesmente aqueles que gostam de passar um tempo com os amigos.

Seja qual for o motivo e seja qual for a composição (Railroaders, Power Gamers, Role Players, Realistas, etc etc etc). Fato é que todas as mesas de RPG tem algumas coisas em comum: dados, papéis, livros, Cheetos, refrigerante, lápis e muita, mas muita discussão.

Nessa última semana uma das minhas principais mesas de RPG (jogamos no mundo de Forgotten Realms em 7 + mestre) entrou no loop “Balrog tem Asas?” mais conhecido como “Fulano tem mais OFFs que cicrano”, ou então “Meu personagem é o líder, ele que deveria ter falado com o general fodão”.

Depois de mais de 2 dias de trocas de e-mails via googlegroups e uma paciência muito torrada finalmente um amigo meu, que nem faz parte da mesa*, veio com a solução. Trata-se do Fenômeno Willie Kit – Willie Kat.

O Fenômeno Willie Kit – Willie Kat ocorre quando personagens que eram terciários (para ser generosa) por algum motivo bizarro passam a primeiro plano e se tornam a razão do surgimento de infindáveis plots. Segundos depois, por outro motivo que só deus (mestre) sabe eles voltam a ser só dois pirralhos que enchem o saco.

Se o grupo e o mestre souberem aplicar o Willie Kit – Willie Kat direito todo mundo vai se sentir herói e inútil ao mesmo tempo e a chance de briga por um lugar ao sol diminuirá consideravelmente. Os esquecidos em uma aventura podem ser os heróis brilhantes da próxima e na terceira servirem de paisagem. Ora no carro descobrindo artefatos ora na Toca dos Gatos brincando com o Snarf.

Parece-me uma boa solução, afinal nem todo mundo pode ser o Lion.

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Tessa

 *mais conhecido como Sentelhas, o fazedor de pão.

Geeks? Nerds? Dorks???

Agosto 1, 2009 por Ing

Mais uma vez a serviço dos noobs da blogosfera, essa coluna vem deixá-los ainda mais confusos sobre a dicotomia NERD / GEEK com esse post pretensioso e nada original, porém comprido e completo. Digo dicotomia porque ao contrário do que alguns incautos blogueiros dizem por aí, geek não é a mesma coisa que nerd, a menos que você seja muito burro para diferenciá-los. Porém, mesmo admitindo a diferença entre os termos, há controvérsias quanto ao uso das expressões. Encontrei muitos usos bem diferentes na internet e agora compartilho a “pesquisa” aqui no blog, tentando ir além das inúmeras meras especulações sobre o uso adequado dos termos.

Vertentes da doutrina:

1. Geek é a mesma coisa que nerd

Imagino que muita gente confunda porque sempre foi chamado pelos dois termos: ou porque de fato é tanto geek quanto nerd, ou porque quem rotulou assim também não sabia a diferença.

vai dizer que trekkie é a mesma coisa que trekker?

vai dizer que trekkie é a mesma coisa que trekker?

2. Geek é o nerd descolado

Considerar que “geek” é o nerd descolado só prova que há uma modinha que faz com que pessoas que antes tinham preconceito contra geeks e nerds achem descolado ser deslocado.

vai dizer que qualquer nerd tem o calibre da Megan Fox?

vai dizer que qualquer nerd tem o calibre da Megan Fox?

3. Geek é uma forma mais pejorativa

Há também quem diga o contrário da vertente anterior, alegando que geek é um termo mais pejorativo de chamar um nerd; pessoalmente, me parece que “dork”, palavra cujo significado também confundem com o de geek e nerd, seja o mais pejorativo dos três, mas explicarei isso melhor depois.

Sheldon e Leonard

Cena 1 (ep 1, 1ª temporada): Penny pergunta porque Raj não fala com mulheres e Wollowitz responde “because he’s kind of a nerd” / Cena 2 (ep 2, 1ª temporada): Após acordar e descobri que Leonard e Sheldon invadiram seu apartamento à noite para organizar sua bagunça, Penny grita “you geeky bastards!”

4. Geek é o nerd tech

Confesso que, até onde me lembro, essa foi a primeira definição de geek com que tive contato. Geeks seriam o tipo de nerd cujo interesse tem foco em tecnologia. Por outro lado, também é freqüente encontrar nerd definido como computer geek. Ou seja, ficamos na mesma.

o tipo de nerd de quem você tira sarro na escola e que depois se torna seu chefe.

o tipo de nerd de quem você tira sarro na escola e que depois se torna seu chefe.

5. Geek é questão de gosto, nerd de comportamento

É a vertente da qual atualmente sou adepta. Enquanto ser geek dependeria gostar de temas característicos, ser nerd implicaria agir de maneira característica. Quanto a isso, duas ressalvas: agir de maneira característica não abre margem para incluir posers na categoria de nerds, e intensidade e profundidade de gosto não se medem por comportamento já que essa vertente não admite definição de padrões de comportamento geek.

então é o gosto, o comportamento ou as suas escolhas que dizem quem você é, Harry?

então é o gosto, o comportamento ou as suas escolhas que dizem quem você é, Harry?

Não gosto de incentivar o uso de rótulos, mas não saber o que cada termo significa não impede que as pessoas usem as expressões, apenas faz com que usem errado ou de formas muito divergentes como as descritas acima. De qualquer forma, vai aí uma lista básica:

NERD

Uma das possíveis origens é a gíria de estudantes americanos dos anos 40 “nut”, cujo significado corrente era “stupid or crazy person”, alterada na fala para “nert”, posteriormente adotadas as grafias “nerd”, “nurd” ou até “gnurd”. Os primeiros registros do uso do termo nerd datam da década de 1950, mas o termo teria se popularizado na década de 70.

Ainda se encontra nos dicionários a definição “stupid person” para o termo NERD. Outras definições atuais englobam também as expressões, “unattractive”, e “foolish” person, mas a minha preferida é “an intelligent but single-minded person obsessed with a nonsocial hobby or pursuit, or accomplished in scientific or technical pursuits but who is felt to be socially inept.”

A maior parte das definições incluem: a falta de habilidade social; a inteligência; a avidez pelos estudos; o gosto por assuntos científicos, tecnológicos ou apenas incomuns; o caráter pejorativo do termo. Achei curioso encontrar um dicionário que definia nerd como alguém que sabe o que realmente interessa e importa sem se distrair com assuntos triviais, ou jogos de status, ou com a própria aparência.

GEEK

Suspeita-se que a palavra tenha origem na língua germânica antiga, da expressão “geck”, que literalmente significava “fool”.Por isso a palavra geek também designa uma espécie de bobo-da-corte, de personagem de carnaval e circo cujo show se baseia em coisas bizarras como arrancar a cabeça de uma galinha viva com os dentes.

Apesar da origem bizarra, ainda se define geek com a idéia de “fool” e “clumsy”. Na verdade, os significados nos dicionários para nerd e geek variam pouco, exceto pela parte que engloba o núcleo original (respectivamente stupid/crazy e fool), que mesmo assim são idéias semelhantes. Por isso, geeks são descritos como pessoas peculiares, intelectuais, entusiastas de computadores e tecnologia, single-minded e socialmente inaptos.

DORK

O termo dork deriva das palavras “jerk” ou “dick” e tem na definição os núcleos originais de nerd e geek, ou seja, “stupid” e “fool”. Além de dork ser definido como ridículo, normalmente traz até mesmo a expressão nerd como sinônimo.

Outros dois termos que também vale a pena destacar para os noobs perdidos que ainda estão confusos:

NOOB

É freqüente nos ambientes geeks e nerds o uso da expressão noob, ou newbie, que deriva de “newborn” ou “new boy”, gírias britânicas de militares e estudantes das décadas de 60 e 70. O termo designa, sem dúvida ou doutrina divergente, a pessoa novata, inexperiente, principalmente em relação à internet e tecnologia, ou seja, um “newcomer”.

Os critérios para definir um noob variam muito, como já foi dito em outros posts dessa coluna. Basicamente, ser noob quanto a coisas geeks e nerds é ser um deslocado entre os deslocados; vale observar que algumas pessoas, embora possuam alguns gostos geek ou comportamentos nerd, são consideradas noobs, por seu gosto ou comportamento ser limitado – não é preconceito, é que dizer que é geek de Star Wars sendo que só viu a trilogia nova é evidentemente inaceitável.

POSER

Deriva de uma gíria punk usada para depreciar aquele que “talk the talk but don’t walk the walk”, ou seja, aquele que só faz pose, um “wannabe”. Um exemplo: dizer que joga RPG sendo que nem sabe fazer uma ficha de personagem (se não sabe fazer, não finja que sabe, vá aprender).

Depois de tudo isso, infelizmente chegamos a poucas conclusões. Por exemplo, outro dia estava em uma loja de artigos de RPG e quadrinhos (a Terra Média, no Shopping Santa Cruz, em São Paulo), e um sujeito de terno estava comprando revistas e action figures: um geek disfarçado de estagiário de escritório! Ele não agia ou se vestia de forma característica, como um nerd ou dork, se não estivesse comprando coisas naquela loja ninguém suspeitaria que ele curtia RPG. Como já falei antes, prefiro definir nerd conforme critérios de comportamento, usar geek conforme os gostos e empregar o termo dork em relação à aparência característica.

Termos como geek e nerd são motivo de orgulho quando são usados por alguém de dentro da “comunidade”, mas normalmente ofensivos quando usados por outsiders. Da mesma forma, têm significados semelhantes e usos semelhantes, embora eu prefira distinguir as expressões. Em suma, sendo gírias, cabe lembrar que o uso é sempre impreciso, e que para esse tipo de linguagem vale mais o uso que a origem epistemológica.

Aqui estão as principais fontes de referência usadas no post, que recomendo para aprofundamento:

http://dictionary.reference.com/

http://ask.yahoo.com/20060818.html

Agradecimentos especiais ao sr Mestre, que, mesmo tendo me acusado (injustamente, é claro) de roubar a sua idéia de post, me ajudou discutindo um pouco sobre as vertentes doutrinárias do assunto. Afinal, nem todos os deslocados do colégio eram nerds, mas todos os nerds eram deslocados… eles e “os caras que vestem preto e matam todo mundo no terceiro ano, mas esses são raros por aqui…

Top 10 maiores Clichês Geeks part 2, a missão

Julho 30, 2009 por leanderbanegas

Aqui vai o encerramento do do post anterior, e vale lembrar que com isso eu consegui realizar dos clichês ao mesmo tempo, 1- dividir algo em duas partes para poder enrolar, 2- atrasar o lanamento de algo, heheh

5- Treinamento Milagroso

Típico de manga shounen, onde ocorre com uma freqüência, absurda, desnecessária e irritante. O campeão no uso dessa “ferramenta” é Dragon Ball, era sempre assim, aparecia um vilão novo, o Goku apanhava mais do que mulher de malandro, fugia milagrosamente, e de alguma forma aparecia um treinamento milagroso, que ninguém, por algum motivo que só deus sabe, havia pensado antes. Claro, enquanto isso um monte de humano tomava no cu com o vilão matando a torto e a direito. Obviamente que no final, essas pessoas eram ressucitadas pelas Esferas do Dragão, mas devia ser meio irritante ficar morrendo toda hora…  

4- Perda de Poderes

Em geral, é a ferramenta dos roteiristas burros (de novo). Ele cria um herói, mas é estúpido demais para perceber que errou a mão na hora de criar os poderes, então, depois de um tempo começa a ficar óbvio para quem está assistindo/lendo que o herói é o ser mais ignorante do universo, pois se pensasse só um pouquinho poderia usar seus poderes para resolver todos os dramas da história, sem problema nenhum.

Outra “função” desse clichê é criar um suposto drama, naquela história manjada em que o personagem descobre que não precisa dos seus poderes para ser um herói (FYI, sim, você PRECISA ter poderes para ser um herói, ou bilhões de dólares e o conseqüente tempo livre que isso vai te dar para percorrer o mundo treinando artes marciais). Só com o Homem Aranha acho que isso já aconteceu umas 10x…

Alguém ai consegue contar quantas temporadas de Smallville já começaram com ele sem poderes?

3- Retcon

Esse é auto explicativo. Eu não entendo, será que é tão difícil assim perceber que o simples fato de que você precisa mudar algo no passado para que uma história do presente faça sentido, já demonstra que a história em questão NÃO é uma boa idéia? Típico das HQs e filmes americanos (quase toda trilogia cinematográfica pseudo-geek-não-planejada-com-antecedência existente, inclui em seu terceiro capitulo alguma “virada” que nada mais é do que um retcon ridículo que não sobrevive a uma revisão de 5 minutos na história).

 

2- Ganhar depois de Apanhar

Não adianta, em 99,9% das batalhas em HQs, Mangas, Filmes, Séries, Livros, ou qualquer outra coisa que você consiga imaginar, esse clichê ocorre. Ele virou tão comum e banal, que nem gera mais raiva, você simplesmente se conforma, antes do inicio de qualquer combate você sabe que o herói vai começar apanhando muito do vilão, que os Meteoros de Pegasus vão ser lentos demais, que a super força do Superman vai ser inútil, que o Van Damme vai apanhar como uma garotinha, e por ai vai. É igual a gravidade, você pode até não gostar dela, mas ela esta lá.

As viradas nas lutas, infelizmente, também são um clichê por si só. Eles sempre vão ocorrer por causa de alguma visão do mestre com um ensinamento antigo, ou a mocinha sofrendo nas mãos do vilão (que por algum motivo sempre escolhe provocar o herói em vez de matar ele de uma vez), ou a lembrança do melhor-amigo-que-morreu-de-forma-cruel-nas-mãos-do-vilão. Claro, existe também a opção de que o Herói fuja para ir fazer um treinamento milagroso, mas nós já falamos sobre isso…

1- Ressureição

Quem mais poderia ocupar essa inglória posição não é mesmo? É difícil achar hoje em dia algum personagem com mais de 10 anos de existência que não tenha retornado da morte pelo menos uma vez. Virou um negócio tão ridículo, que já foi ate incorporado à lógica das histórias, quando alguém morre na DC, sempre tem um herói que no funeral comenta “ahhh ele vai voltar, você sabe como é quando um de nós morre”.

O que irrita nem é a ressureição, mas a morte, pois os roteristas ainda insistem em fazer um drama quando um personagem X morre, é só dar uma olhada nas mortes do Capitão América e do Batman, uma tonelada de Tie-ins, noticias em tudo quanto é tipo de mídia, algum especial babaca mostrando o luto dos outros heróis, tudo isso, para depois de um tempinho ele reaparecer (só faltava ele voltar falando “guess what?”). Com o Capitão a volta já está marcada, com o Batman é questão de tempo, eu aposto que vai ser durante o lançamento da continuação de Cavaleiros das Trevas.

Mangas também não são muito diferentes, cada Cavaleiro do Zodiaco “morreu” pelo menos umas 10x até o final da série. Nisso, Dragon Ball pelo menos escapa, pois apesar do numero infinito de ressureições, ao menos elas são incorporadas a lógica da história, e quando alguém morria não tínhamos de agüentar nenhum drama, pois imediatamente alguém falava “ahhh temos de juntar as esferas do dragão”.

Ahhh o video dessa posião é para lembrar que ela ocorre até mesmo em clássicos…

 

Posição Sailor Mars/Syous – Fazer Tops

Essa é uma posição especial e de zueira que vou fazer em todos os tops daqui em diante, homenageando o personagem secreto da 633k…

E honestamente, existe um clichê geek maior do que fazer tops? Geeks adoram fazer hierarquizar e o organizar as coisas, todo blog ou site geek que se preze tem ao menos uma coluna dedicada para classificações desse tipo, é o nosso prazer secreto.

Geeks mandam bem

Julho 25, 2009 por fegianesella

Por que companheiros nerds são tão essenciais na vida? Porque eles nos completam. Em todos os aspectos. E, claro, também entre quatro paredes.

Mas afinal, por que levar seu amigo nerd pra cama? Ho ho ho, porque você dificilmente vai se arrepender. Se você ainda não sabe o motivo, deve estar com aquela cara de “como-assim-amiga??”. Não se preocupe, já vai entender.

Nerds em geral possuem algumas características que os qualificam como grupo. Vamos a algumas delas, e à sua aplicação prática – qual seja, na cama.

Geeks estimam e apreciam seus amigos.

Talvez por terem sofrido preconceito na infância e adolescência, talvez por serem pessoas mais iluminadas, os geeks gostam de você e o aceitam pelo que é. Eles sabem que ninguém é perfeito. Felizes por estarem num relacionamento, eles dão valor ao amigo ou cara metade, e se importam com seu bem estar. Ele vai te tratar bem, e vai te agradar de todas as formas que ele pensar interessantes e necessárias.

Na cama: isso quer dizer que ele não vai ter as neuras que você, querida amiga prestes-a-arrumar-um-geek, tem. Ele não vai achar suas 2 celulites brochantes, não vai pegar nojinho da sua estria de crescimento no quadril ou seios, não vai achar que você está num bad hair day, não vai deixar de te beijar porque você está pra menstruar e surgiu aquela espinha IRRITANTE na ponta do nariz. Ele quer você, sua pele com cravinhos, sua pancinha de TPM. Ou seja, se você não se importar com isso, ótimo, porque ele definitivamente não vai.

Geeks tem imaginação.

Isso é um fato incontestável. Geeks vivem parte da sua rotina em alguma forma de fantasia, seja ela RPG, mangá, romances épicos ou cálculos. Negar seu poder criativo e inventivo é impossível.

Na cama: isso significa uma coisa pra você – nada de rotina. O que é… ótimo! Estão se sentindo meio teatrais? Por que não interpretar Link e Zelda? Prefere Bela e a Fera? Acabou de ler Senhor dos Anéis e ficou fascinada com a relação entre Aragorn e Arwen? Frodo e Sam? Gollum e o Um Anel? Ele entende. E não vai se sentir ofendido ao interpretar suas paixonites platônico-ficcionais. Vai, aliás, trazer aquele Book of Erotic Fantasy pra você escolher sua classe de prestígio, e muito, mas muito mais.

Geeks não se importam com estereótipos.

Talvez tenham se importado um dia. Talvez não. No fim das contas, a gente é nerd porque escolhe fazer o que gosta sem se condenar com que os outros pensam e falam. Optamos pelo orgulho nerd ao optar por fazer o que nos deixa felizes. Como um bom amigo geek, ele também vai se importar com a sua felicidade, e não com o que deveria ser sua felicidade.

Na cama: isso quer dizer que ele não vai seguir os padrões sociais para a felicidade no sexo. Você tem aqueeeeeeeele fetiche que só conta pras suas melhores amigas se estiver muito, mas muito bêbada e tiver certeza que elas estão pior que você, e conseqüentemente não vão lembrar depois pra te matar de vergonha? Ótimo, ele vai topar. Dificilmente vai te julgar ou achar estranho; afinal, ele provavelmente já viu na net e já sabe como faz. Empregadinha? Estudante colegial? Gatinha? Bruxinha? Aeronauta? Elfa? Gueixa? Transformer? Yup, he’s in.

Geeks são analíticos.

Quando surge um objeto ou tema de interesse na vida de um geek, ele irá estudá-lo. Vai pesquisar doutrinas divergentes, buscar em uma vasta gama de fontes e dominar a ciência que envolve o tema de fascinação. Adquirido o conhecimento, partem para validar ou desvalidar a tese adotada. Deu certo? Ótimo, eles vão pensar em como melhorar. Deu errado? Enumeram falhas e borá lá tentar de outro jeito.

Na cama: Não, eles não ficam na net só vendo putaria. Eles realmente querem saber como funciona o prazer feminino. Vulva não é a mesma coisa que vagina? Onde fica o Ponto G? Ele existe? Mulheres tem squirting de verdade? Sim, eles vão atrás da base científica.

Vão tentar emprestar o Sobbota de algum amigo que está fazendo medicina, vão procurar em enclopédias, Wikipédia, desciclopédia, fóruns, livros, artigos em revistas, palestras. Tudo isso, claro, sob o jugo do olhar crítico, que filtra – ou pelo menos deveria filtrar – as informações boas das absurdas.

How to make a woman squirt? Xoxota, essa desconhecida? Pra eles, isso é… OLD! Teoria incorporada, na hora de testar… querida amiga… a gente vira o laboratório mais feliz do mundo.

Geeks gostam de gadgets.

Quem não gosta? Para os geeks, entretanto, a relação entre o aparelho tecnológico e seu dono vai além do mero uso. A gente desenvolveu uma relação de afeto com nosso PS2… até que veio o Xbox. É um amor bandido – a gente ama tecnologia; the newer, the merrier.

Na cama: alguém pensou em geek dildos? Se há algum grupo social no mundo que seja mais aberto a introdução de brinquedinhos sexuais que os geeks, me apresente. ASAP.

Geeks conseguem se concentrar.

Fato sabido e notório… de vez em quando eles ficam N/A a e não há nada no mundo que consiga trazê-los de volta quando estão concentrados em alguma coisa.

Na cama: você já sabe o que isso quer dizer, não sabe? Pois é, não dá pra esconder esse sorriso maroto de canto de boca. Eles vão se concentrar em levar você lá. Podem até gozar antes, mas eles não vão deixar o serviço pela metade.

E, corroborando com todo o exposto,

Geeks são pessoas orgulhosas que querem ser os melhores no que fazem.

Somos obstinados, teimosos, perseverantes. Queremos que nossas teorias e experimentos sejam os melhores, mais sólidos e mais avançados. Sempre. Questão de orgulho. Questão de essência.

Na cama: ah, nem precisa explicar, né? Dica rápida: tenha uma garrafa d’água e um KY em mãos. Você vai precisar.

Nerd Por Influência

Julho 20, 2009 por Tessa

Todo mundo nasce igual: pelado, careca, sujo e chorando. O que nos diferencia um do outro, além da bagagem genética que carregamos, é o ambiente no qual crescemos. As formas como nossos pais resolvem nos criar, onde moramos, o colégio em que estudamos, os amigos que fazemos, os amores que carregamos e todos os chutes na bunda que a vida nos dá.

Um ser pode virar Nerd de berço com pais doidões que lêem O Anel dos Nibelungos como historinha de ninar, entre outras coisas (ver post a procriação nerd). Pode virar Nerd por influência dos amigos (aquele desgraçado que inventou de mestrar uma Dungeon na 4ª série) ou por auto-combustão (por que capa de revista em quadrinhos na banca simplesmente tem este efeito).

Por mais que meu avô seja um dos maiores leitores de Asimov e Carl Sagan que eu conheço, por mais que meu pai colocasse Glenn Miller Orchestra para acalmar meu choro, por mais que minha avó me desse As Reinações de Narizinho para passar o tempo enquanto ela cozinhava eu, mais do que definitivamente, me classifico como Nerd, hoje em dia, graças a influência dos meus amigos.

Tá certo que a sementinha da perdição já tava lá (basta ver como eu pulava na frente da TV imitando os Cavaleiros), mas foram piqueniques da Valinor no Ibirapuera, EIRPGs, sessões de 15 pessoas jogando Lobisomem, saídas pela Paulista, filmes no cine Gemini, lives medievais, viagens insanas para sítios e praias, jogos de War que não terminavam NUNCA, tardes do Bob’s, campanha de 6 anos, revistinhas emprestadas, sessões trash de filmes de zumbi no Embu, pdfs de Neil Gaiman, máquinas de troco do metrô e outras sextas-feiras afins  que me fizeram entortar para este lado da força.

E entortada deste jeito fui capaz de achar outros amigos (e amores) que não fizeram por menos para aprofundar minha “escoliose”. Ou você acha que modelos das Nações Unidas são uma atividade normal? Discutir as taxas alfandegárias da escócia talvez?  E passar uma noite encapando um grid de 2X2 m? Nem que eu quisesse conseguiria defender o campeonato de Mario Kart.

No Dia Internacional do Amigo parei para pensar no quanto essas influências foram definitivas na montagem de quem eu sou hoje e do quanto eu devo a elas. Cheguei a conclusão que devia tanto que era impossível pagar de volta, então fiz o que todo bom internauta da minha geração faria, escrevi este post.

Obrigada galera, por colorir a minha vida, bom dia do Amigo para vocês!!!

By

Tessa