Viva! Uma nova coluna! É com imenso prazer que abro a Sexo, Dados e Rock’n'Roll.
Numa breve introdução, já adianto que essa coluna pretende abordar diversos assuntos relacionados à sexualidade em geral – e em especial a sexualidade geek. E outras situações do quotidiano.
Para ler esses posts, partam de algumas premissas que eu tenho ao escrever: (i) eu não julgo fetiche de ninguém. O estranho de hoje pode ser o incrível de amanhã. Por isso vou tentar abordar os assuntos da forma mais direta e aberta que consigo. (ii) Também não julgo preferências sexuais: realmente acho que cada um deve comer o que gosta. (iii) Acredito que todo mundo gosta de sentir prazer. E que ele se manifesta de diversas formas. Aqui, eu proponho um espaço de discussão bem direto, e claro. Há quem pense na idéia de vulgaridade ao ler sobre temas que pessoas normais não discutem num café da tarde. Bom, aviso tempestivo: (iv) eu não sou uma pessoa normal. Isso posto, vamos ao que interessa.
Poderia começar falando sobre como os nerds são excelentes pares entre quatro paredes. Poderia. Entretanto, decidi ser inovadora: meu post de abertura vai ser sobre vibradores (pronto, meninos, podem parar de ler, se quiserem. Mas adianto que o post vai ser elucidativo). Ou melhor, sobre a falta de vibradores geeks no mercado.
Toda mulher já deve ter visto um vibrador na vida. Óbvio que a primeira vez que a gente vê a gente pensa “creeeedo, que nojo“, ou “eu não vou nem encostar nesse negócio de borracha“, ou ainda “LOL, que coisa mais engraçada“. E isso fica aí arquivado na memória por uns anos. Até que você amarudece o pensamento, e decide um dia experimentar. Por que não?
O fato é: todo mundo tem sex drives. E nem sempre tem como matar o desejo com outra pessoa. Homens têm diversos aparatos para masturbação – inclusive os estranhos “onacups” japoneses (se não conhece, vai googlar!). A gente também. Se você cortar fora o preconceito, os famigerados consolos podem colorir seu dia. Quando usado só por você, em um momento de intimidade pessoal, o vibrador é, além de uma maravilha tecnológica, uma incrível ferramenta de autoconhecimento. Dá pra entender por que a Charlotte, personagem de Sex and the City, não quis sair de casa depois de conhecer The Rabbit.
Tem gente que prefere o dildo, mesmo, em formato de pênis, com veias, bolas e tudo. Tem gente que prefere os pequenos eggs, anatomicamente feitos para se acomodarem atrás do Ponto G. Tem gente que prefere os discretos, aqueles parecem um batom, ou uma escova de cabelos. Escolhido o modelo, hora de experimentar. Primeira dedução: ai, que coisa fria. Passado o choque térmico, você pode se acostumar com a idéia e aproveitar o momento.
Claro, sempre há o jeitinho geek de resolver os sex drives. Para as amantes de gadgets, quem possui blackberry ou iphone pode saber do que eu estou falando. Há um programa chamado “Toy With Me” que regula intensidades de vibração (baixa, média e alta), e freqüência com que o aparelho vai vibrar (constantemente, ou em outros intervalos). Sim, finalmente temos mulheres geeks na programação. Daquelas que A-DO-RAM eletrônicos. Ou homens geeks sensíveis o suficiente para perceber essa necessidade feminina. Mas isso não é propriamente um vibrador – você, querida leitora geek, pode até chegar a um orgasmo clitoriano assim – mas não vai atingir seu ponto G sem uma ajuda extra.
Então, céus, o que fazer?
Pois é, eu me pergunto. Passei uma tarde inteira na internet só procurando vibradores geeks. Juro. Não achei NENHUM. Nem em forma de lighsaber. Que coisa mais absurda. Se existisse, teria MUITO mercado! Sinceramente, minhas esperanças restam na produção de um controle para wii em forma de lightsaber, que brilhe como um lightsaber, e… que vibre! \o/ Mas aí teremos que nos deparar com a cruel dúvida de correr o risco de usar o controle de maneira… *ahem*… indevida, e estragar o brinquedo.
O melhor achado geek foi o já famoso vibrador para iPod, que vibra no ritmo da música. Para ouvir E sentir é só ter um splitter com duas saídas de som. O volume da música regula intensidade da vibração. O ritmo vai da sua preferência. E os dildos, maciços, branquinhos, que encaixam no seu tocador de mp3, são daquele tamanho padrão. Ou seja, dá pra achar várias “capinhas” divertidas. E pelo que eu li, quanto mais graves a música, the better. Ho ho ho, imagino como seria ouvir “Imperial March”… ai, ai.
Saindo da idéia de dildos, temos as famosas Hello Kittys. Até onde eu sei, elas são “shoulder massager”. Yeah, rrriiiight. Li um pouco a respeito delas. Dizem que não estragam fácil, são fofas e sua priminha mais nova vai achá-las LINDAS, e vai querer uma igual – a dela pra realmente massagear os ombros.
Achei também outro “vibrador”; esse para diversão a dois. É praticamente uma caixinha preta que vibra. Até aí, no big deal, já temos os blackberrys e os iphones (que, a meu ver, não têm lá muita graça). Mas esse, quem controla é seu querido parceiro geek! SIM, esta caixinha, o Trance Vibrator, é um aparato que emula melhor as vibrações do PS2. Ou seja, a caixinha vibrante não emite nenhum comando para o jogo – só recebe. Então, é só relaxar, aproveitar, e rezar para que sua cara-metade seja boa no jogo – e não se distraia com seus gemidos de satisfação. Ou não ;D
Pena que está esgotado no play-asia.com.


junho 20, 2009 às 3:06 am |
Da mãe ao dildo….. uau
junho 21, 2009 às 11:27 am |
É a segunda vez em menos de 12 horas que esse assunto aparece… O que será que o universo está querendo dizer?
Eu já conhecia esse negocinho q pluga no i-pod, mas o tal Trance Vibrator é novidade. Adorei!
junho 24, 2009 às 2:56 pm |
Arveene, vc acha que sao duas coisas tao distantes assim?
Então prepare-se para o choque de realidade: sua mae usa/já usou/vai usar!
E adorei o post! Muito elucidativo pra parcela minúscula da populaçao feminina que nunca viu um vibrador ¬¬
junho 29, 2009 às 9:21 pm |
vibrador ao som de Metallica = sonho de consumo
Droga, nunca achei que precisaria de um Ipod. Será que encaixa em qualquer MP3 player??
julho 5, 2009 às 11:57 pm |
Acho que sim, a entrada é padrão. Viva! Só não sei se precisa instalar um programa naquele i-tunes irritante.
junho 30, 2009 às 1:52 am |
Quando jogava SNES nunca imaginava que podia aparecer esse tipo de uso pra artigos tão inocentes =D
junho 30, 2009 às 9:17 am |
Ok!
Voce me convenceu, eu passo a dizer que video games são minha nova grande paixão.
E só pra constar…Esse assunto SEMPRE surge em meio aos cafés da manhã/tarde/noite/qualquer momento!
Nada mais interessante que juntar sexo e geeks numa mesma conversa.
Alias, sugiro até um post com boas ideias para a industria de brinquedinhos sexuais.
julho 5, 2009 às 11:57 pm |
Ok! Sugestão devidamente anotada!
fevereiro 20, 2010 às 11:17 pm |
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